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Mostra audiovisual produzida por alunos do projeto Estação, em Itabira e mais seis cidades ao longo da Estrada de Ferro Vitória a Minas, será realizada na Escola de Design da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), na praça da Liberdade, na capital, dia três de dezembro. A exposição “Memórias, Saberes e Patrimônios” reúne arte, memória e pertencimento na criação coletiva, realizada com apoio da Vale e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
A atividade passou por Itabira, Antônio Dias, Nova Era, João Monlevade, Rio Piracicaba, Barão de Cocais e Belo Horizonte, com oficinas artísticas urbanas e de fotografia com celular em espaços públicos e ferroviários, onde foram produzidas as curtas metragens que compõem a mostra audiovisual. No evento serão apresentadas fotos selecionadas do acervo produzido pelos alunos, revelando olhares únicos sobre suas comunidades, paisagens e memórias.

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As imagens foram resultado de uma jornada artística e pedagógica que mostrou como a fotografia pode ser um instrumento poderoso de resgate, preservação de culturas e patrimônios e também de transformação social. Além do acervo de imagens, o público poderá conferir uma mostra audiovisual com curtas que apresentam os municípios percorridos pelo projeto, personagens do cotidiano e suas histórias, saberes e memórias que entrelaçam afeto, arte e conexões.
“A memória ferroviária é fundamental, como transporte humano, integrado e conectado às realidades. O projeto mostra que a ferrovia não é apenas infraestrutura. Ela é território vivo, onde histórias, afetos e identidades se encontram. Ver comunidades transformarem a própria memória em arte reforça nosso papel de garantir que o desenvolvimento do setor caminhe com a valorização cultural e social”, disse o diretor-geral da ANTT, Guilherme Sampaio.

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Segundo a organização do evento, o circuito cultural pretende conectar histórias. Durante o período de exposição, será realizada também roda de conversa com convidados, cujas produções dialogam e estão em sintonia com os vetores do projeto desenvolvido pelos produtores. O encontro promete ainda se tornar espaço de troca e reflexão sobre o papel da arte e da memória na valorização dos territórios e na formação de novas perspectivas sobre o cotidiano.
A roda de conversa, que acontecerá no dia seis de dezembro, reunirá Bruno Jungmann (fotógrafo), Massuelen Cristina (diretora audiovisual) e Millen Carvalho (doutor em antropologia), para discutir sobre a fotografia como instrumento e tecnologia para preservação de memórias; a importância do fomento público e privado para construção e preservação dos saberes; e a malha ferroviária e a produção de espaços e patrimônios, respectivamente.

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“Se um cenário favorável ao desenvolvimento econômico e social é essencial, um circuito cultural com espaços de expressão e diálogo também é vital. Neste sentido, o projeto Estação e seus produtos representam justamente isso: um convite para olhar e dialogar a ferrovia e nosso entorno com sensibilidade, reconhecer histórias, gerar e celebrar trocas e pertencimentos, e oportunizar futuros possíveis”, destaca o coordenador e idealizador do projeto, Preto Filho.
Iniciado em 2025, o projeto Estação começou com aulas virtuais e seguiu com atividades presenciais de fotografia pelo celular em diversas cidades mineiras. O saldo desta experiência é inspirador: centenas de imagens potentes, criadas por moradores que se tornaram narradores visuais de suas próprias realidades. Nos municípios, as histórias são transformadas em arte e eternizadas pela lente dos alunos que desenvolveram a produção audiovisual.

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Depois das instalações artísticas urbanas com lambe-lambe, a exposição em Belo Horizonte é um convite ao olhar coletivo, um retrato da diversidade e da força das comunidades e das histórias que vivem ao longo da Estrada de Ferro Vitória a Minas, trilho histórico que conecta lugares, pessoas e memórias. O projeto inaugura também, em seis de dezembro, a Galeria Virtual, espaço digital criado a partir da convicção da importância da ampliação do acesso à arte.
A galeria conta com oito salas de fotografia que contemplam um acervo de 240 imagens produzidas pelos alunos do projeto durante as oficinas, com aparelho de telefonia celular, e uma mostra audiovisual com exibição de oito curtas-metragens. O acesso aos eventos será gratuito e acessível; disponível em plataforma virtual, pelo site www.estacao.art.br. A atuação conjunta entre a Vale, a Horus e a ANTT fortalece o compromisso com a preservação da memória ferroviária.
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