Partido dos Trabalhadores de Itabira explica por que é contra o Dia do CAC

Erivelton Bastos de Oliveira. Foto: Jéssica Paiva

Em outubro, pauta causou polêmica no Poder Legislativo itabirano. O vereador Leandro Pascoal colocou em votação matéria que visa a instituição do Dia do Caçador, Atirador e Colecionador (CAC). O Partido dos Trabalhadores (PT) de Itabira se posicionou contra, e nesta terça-feira (25) publicou carta aberta para a população, destacando os motivos que levaram a sigla a ter esse posicionamento. A data da publicação foi o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher.

“Carta Aberta ao Povo de Itabira e ao Poder Executivo Municipal. Manifestamos argumentos contrários e pedimos o veto ao Projeto de Lei 157/2025, que visa estabelecer a Semana do CAC. Temos entre nossas críticas a qualquer medida que incentive o armamentismo, justamente os impactos das armas na violência doméstica e na violência contra a mulher, em geral”, citou o comunicado oficial emitido pelo Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores.

O texto do vereador ganhou repercussão nacional, com publicação oficial da Associação Nacional dos Caçadores, Atiradores e Colecionadores (ANCAC), comemorando a aprovação do Projeto de Lei. Eles afirmaram que a proposta teve como objetivo reconhecer oficialmente o tiro esportivo, modalidade que, de acordo com a justificativa do projeto, orgulha a população itabirana. Atualmente, Itabira conta com dois clubes de tiro, que reúnem aproximadamente 400 praticantes filiados.

“Como atleta e instrutor cadastrado na Polícia Federal, as três categorias são rigorosamente fiscalizadas. O colecionador preserva a história com armas inutilizadas, o atirador pratica um esporte de concentração e disciplina, e o caçador controla apenas espécies invasoras como o javali. Este projeto não envolve verba pública, mas valoriza nossos atletas que levam o nome de Itabira para competições nacionais e movimentam o turismo local”, explicou Erivelto Bastos, atleta, instrutor de armamento e tiro desportivo.

Ainda durante a votação, dois parlamentares manifestaram os votos contrários: Luiz Carlos de Souza “de Ipoema” e Ducel Citi Oliveira. “Como mãe e avó, não posso apoiar este Projeto de Lei por ir contra meus princípios. Tenho medo do risco de uma arma guardada em casa poder levar a incidentes fatais. Apesar de respeitar muito os colegas, é algo profundo em meu ser que não me permite votar a favor,” salientou a vereadora na ocasião dos debates.

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