
Fonte: Agência Brasil
Maior intensidade de ocorrências ocorreu na véspera
Ao longo dos 52 dias de campanha, foram contabilizadas 373 ocorrências; somente nos primeiros seis dias de outubro foram registrados 99 casos de violência política no país.
Nas eleições deste ano, período iniciado em 16 de agosto e encerrado no último domingo (6), o Brasil teve 373 ocorrências de violência política dirigidas a candidatos ou políticos em exercício.
É o que aponta a atualização da 3ª edição da pesquisa “Violência Política e Eleitoral no Brasil”, desenvolvida pelas organizações sociais Terra de Direitos e Justiça Global e lançada nesta quinta-feira (10). Foram registrados: 10 assassinatos, 100 atentados, 138 ameaças, 54 agressões, 51 ofensas, 13 criminalizações e sete invasões. A recente atualização reforça a forte tendência de crescimento da violência política no país.
O número de ocorrências no período é mais do que o dobro do número total de casos de violência política do período pré-eleitoral deste ano, de janeiro a 15 de agosto, quando totalizou 145 casos. No mesmo período em 2022, foram registrados aproximadamente dois casos de violência política por dia. Nos 52 dias das eleições deste ano, ao menos sete pessoas foram vítimas de violência política por dia.
Ainda que as mulheres respondam apenas por 33,96% (155 mil) das candidaturas nestas eleições (Dados TSE) e ocupem, proporcionalmente, muito menos assentos em cargos eletivos, elas (mulheres cisgêneras e trans) foram alvo de 35% dos casos de violência política no 1º turno, com 128 ocorrências. O tipo de violência mais recorrente entre as mulheres foi a ameaça, com 56 registros.
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