
Foto: Arquivo/Polícia Civil
Durante operação da Polícia Civil (PC), de cumprimento do mandado de busca e apreensão, em razão de inquérito policial instaurado para a investigação de crimes de estelionato, equipe de agentes lotados na unidade policial de Itabira, deparou com 12 cães da raça Pit Bull encarcerados em locais que foram improvisados. Os investigadores disse que aparentemente, o imóvel estaria abandonado.
Havia cinco cães adultos, e sete filhotes. O local estava repleto de lixo. Os cães se encontravam confinados, em meio a excrementos, e sem água ou alimentação. Foi presenciado pela autoridade policial que havia a privação de alimentos e hidratação. A situação se mostrou mais evidente no momento em que os policiais ofereceram comida, tendo em vista a voracidade no consumo de insumos.
“Todos os aspectos que se evidenciaram, demonstraram que os investigados, de fato, abandonaram o imóvel em razão da existência de débitos locatícios, e mantiveram os animais no local, o que motivou a precariedade das condições ambientais. No local existia ainda um aquário ornamental, contendo cinco peixes de médio porte, três da raça Oscar e dois da raça Tucunaré,” cita em nota da PC.

Foto: Arquivo
Ainda de acordo com a Polícia Civil, os animais foram avaliados por Médica Veterinária do Serviço de Zoonoses. E foram deixados sob cuidado temporário de uma Organização Não Governamental (ONG), até que seja providenciada destinação adequada. O homem de 39, e sua mulher de 32 anos, tiveram sua prisão ratificada por maus tratos, e encaminhados ao sistema prisional.
Além das buscas no imóvel onde os animais foram resgatados, os policiais civis cumpriram outro mandado de busca e apreensão em residência ligada a um familiar do investigado. Foi apreendido: computador, notebook, dois celulares, uma pasta com documentos diversos, caderno contendo anotações de contabilidade dos negócios dos investigados, e uma motocicleta.

Foto ilustrativa: Reprodução Pexels
A mulher foi surpreendida, na tarde da mesma data da operação policial, quando tentava acessar o primeiro imóvel para retirar os animais. Os investigados se apresentavam como investidores do mercado de valores e ofereciam serviços de intermediação de investimentos, com promessa de lucros atrativos, captando recursos financeiros. As vítimas não recebiam o capital aplicado.
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