Mais de 62% das barragens em situação de alerta ou emergência estão em Minas Gerais

De acordo com o relatório mensal da Agência Nacional de Mineração (ANM), até o dia 1º de agosto deste ano, o Brasil contava com 925 barragens de mineração cadastradas no Sistema Integrado de Gestão de Segurança de Barragens de Mineração (SIGBM), das quais apenas 456 se encaixam nas normas da Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB), aproximadamente 49,3%. Ainda segundo os dados, 94 barragens estão em situação de alerta ou emergência, sendo 59 no estado de Minas Gerais, cerca de 62,8%.

“O Brasil é um dos países que mais constroem barragens no mundo, mas se comparado a outros países mais desenvolvidos, ficamos para trás em questões como projetos modernos. Um dos motivos é que as construções seguem normas e critérios distintos, fator que reduz a confiabilidade na segurança dessas estruturas. Outra questão é que o Brasil não tinha uma lei que regulamentasse os fatores de segurança de barragens até o ano 2010 e a maior parte desses complexos foi construída antes,” revela Rogério Neves, CEO da CPE Tecnologia.

Conforme Relatório de Segurança de Barragens mais recente, de 2021, foram reportados 13 acidentes e 37 incidentes com barragens em 16 Estados. Profissionais que atuam em barragens, como engenheiros civis, engenheiros agrimensores, geólogos, engenheiros de minas, especialistas de meio ambiente, biólogos, e engenheiros hidráulicos, necessitam cada vez mais de equipamentos modernos a fim de assegurar maior agilidade e precisão na leitura e coleta de dados.

“Com equipamentos de geotecnologia avançados, é possível otimizar os processos e obter dados mais precisos e de forma mais rápida. O mercado dispõe de recursos bastante eficazes e seguros para a boa execução do trabalho desde a fase de planejamento até o monitoramento das barragens, como estações totais, estações totais robóticas, GNSS, lasers scanners (terrestres, móveis e aéreos), drones e ecobatímetros. É muito importante avaliar a fauna e a flora local para evitar prejuízos ao ecossistema,” finaliza Rogério Neves.

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