No sábado (9) foi celebrado o Dia do Administrador

Foto: Freepik

No sábado (9) foi comemorado o Dia do Administrador. As novas tecnologias e a pandemia de Covid-19 mudaram a realidade de muitas profissões, e com a Administração, não foi diferente. Para a coordenadora do curso de Administração da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), Sandra Façanha, a essência desse profissional permanece: o administrador precisa de um bom conhecimento sobre as principais funções (finanças, marketing, recursos humanos, logística, entre outras) de qualquer tipo de empresa, reunindo as condições necessárias para tomar decisões em diferentes áreas e, o que é o mais importante, avaliando os desdobramentos dessas decisões de forma holística.

“Há um consenso entre os pesquisadores sobre a necessidade de um aprendizado por toda a vida, o famoso “lifelong learning”. Logo, o administrador deve buscar incessantemente atualizações em termos de conhecimento e competências, porque elas podem não ser as mesmas para os próximos 10 ou 15 anos”, opina a professora universitária. O mais recente relatório anual do Fórum Econômico Mundial, intitulado “The future of Jobs”, aponta que o profissional de Administração deve navegar no mundo digital, o que justifica treinamentos sobre inteligência artificial e big data serem priorizados por 42% das empresas pesquisadas no relatório.

Na visão da especialista, é possível identificar três grandes mudanças pós-pandemia para as empresas: a necessidade de um plano de contingência para sobrevivência mediante riscos inesperados; a vantagem de um upgrade tecnológico frente aos mesmos riscos e a possibilidade de convivência em um mundo “phygital”. “Muitas empresas que adotaram uma solução de home-office, continuam exercendo a mesma solução, ainda que de forma híbrida. O profissional de Administração deve estar preparado para atuar neste mundo híbrido e, na medida do possível, extrair o que há de melhor em cada um deles por meio dos seus colaboradores”, acrescenta.

As principais tendências do setor, considerando-se empresas que se autodefinem como “sustentáveis”, passam pela crescente adoção ao padrão ESG, eventuais questões geopolíticas, além da constante pressão por competitividade, com a redução de custos e diferenciação de produtos e serviços. “Por exemplo, a Apple, que até pouco tempo tinha na China o seu principal fornecedor, em breve irá contar com o mesmo fornecedor na Índia. Enfim, seja por conta de questões geopolíticas, sociais ou ambientais, é muito provável que tenhamos novas configurações das cadeias de suprimentos, o que pode ser um impulsionador de crescimento de emprego”, diz.

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