Minas Gerais é o terceiro Estado com o maior número de endividados do Brasil

Foto Arquivo

Colocar a vida financeira em dia exige comprometimento e mudança de postura em relação às finanças. Não será exatamente rápido sair das dívidas, mas com um bom planejamento é possível encerrar o ciclo de endividamento. A falta de planejamento financeiro é um dos grandes responsáveis pelo alto índice de inadimplência no país. De acordo com o último Mapa de Inadimplência e Renegociação de Dívidas do Serasa, Minas Gerais atingiu 6,5 milhões de pessoas endividadas, sendo o terceiro no ranking dos Estados mais inadimplentes do país.

Para a Diretora da Faculdade Anhanguera, especialista financeira e contadora, Rosilene de Souza Campos explica que sair das dívidas é tarefa difícil e que exige bastante determinação. “Uma pessoa se torna inadimplente por manter o seu padrão de consumo acima das suas capacidades financeiro. É importante destacar que existem exceções como, por exemplo, gastos inesperados com doença e família. Mas, para evitar um endividamento maior, o ideal é honrar os compromissos financeiros”, diz a contadora.

O maior vilão do endividamento das famílias são os cartões de crédito, cuja taxa média está em 201% ao ano e o percentual médio do cartão rotativo (cobradas de clientes que não quitam toda a fatura mensal) é de 448% ao ano, ou seja, é um crédito ruim. “Cerca de 75% dos brasileiros parcelam suas compras, e o catão de crédito, se tornou um dilema na vida financeira da população. Porém, a inadimplência com cartão chega a amais de 50% evidenciando com altas taxas de juros e inflação afetam o orçamento das famílias”, relata.

Para evitar o endividamento e alcançar a estabilidade financeira, o especialista sugere algumas estratégias simples e eficazes: relacione todas as dívidas e entre em contato com os credores para negociar os pagamentos, procure feirões que ofereçam descontos de até 99% para renegociar suas dívidas e utilize o 13º salário para amortizar essas pendências. “O ideal é que o endividado só feche acordos, se as condições forem compatíveis com sua realidade financeira. Nos dias atuais, existem diversas formas de pagamento com entrada mínima”, explica.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *