
Imagem: Fernando Piancastelli
A Vale avança em seu programa de mineração circular com a implantação de um projeto de reaproveitamento de rejeito da mina Gongo Soco, em Barão de Cocais, 40 quilômetros de Itabira. A iniciativa reforça Minas Gerais como polo da produção de minério de ferro de fontes circulares, com ganhos em segurança, redução de impactos ambientais e geração de valor. Em 2025, a Vale mais do que dobrou sua produção circular, alcançando 26,3 milhões de toneladas, crescimento de 107%.
Cerca de 80% desse volume foi produzido em Minas. O projeto de circularidade na mina Gongo Soco, paralisada desde 2016, envolve a implantação de uma usina para processamento de rejeito proveniente da descaracterização da barragem Sul Superior e de duas pilhas da unidade. A planta terá capacidade para produzir cerca de 2 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. A usina foi concebida para operar de forma integrada às obras de descaracterização de barragem.
“Optamos por uma solução de concentração magnética que maximiza a recuperação de minério de ferro contido no rejeito. O reaproveitamento desses materiais acontecerá ao longo dos anos, seguindo o cronograma de descaracterização da estrutura geotécnica”, destaca Juliana Cota, diretora de minas paralisadas do corredor sudeste da empresa. A barragem integra o Programa de Descaracterização de Estruturas a Montante da empresa.
A mineradora alcançou 63% de execução, eliminando 19 das 30 estruturas. A planta será instalada na área da antiga usina de Gongo Soco, concentrando a movimentação dos materiais em área interna da unidade, com escoamento do produto pela Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). A construção da usina deve durar cerca de 19 meses, com início da operação previsto para o ano que vem, seguindo as normas de licenciamento ambiental e as exigências regulatórias.
“Além de adotarmos uma tecnologia de beneficiamento mais simples e compacta, com menor ocupação de área, estamos desenvolvendo uma engenharia modular, para termos uma obra mais rápida, econômica e com menor geração de emissões de gás carbônico”, observa Luis Gustavo Silva, engenheiro responsável pelo projeto. O projeto integra o Programa de Mineração Circular da Vale, que pretende transformar rejeito e estéril em novos produtos, reduzindo a geração de resíduos.
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