Várias viaturas da Receita Federal de Minas Gerais estacionadas na rua Guarda Mor Custório, em frente ao campus do Centro Universitário Una, chamaram a atenção dos itabiranos na quinta-feira (9). Tratava-se de aproximadamente 40 agentes da instituição, entre chefes de unidades, gestores, delegados e superintendentes que vieram à cidade participar do treinamento “Práticas Integradas de Liderança”, realizado no Instituto Igualdade, Transformação e Inovação Social (ITI), primeira Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) no Estado a celebrar termo de parceria para receber itens apreendidos que seriam descartados e incinerados.
Com o encaminhamento do material fruto de crimes como na importação sem recolhimento de impostos, descaminho (iludir o Governo Brasileiro no pagamento de tributos na entrada, saída ou de sua circulação), contrabando e falsificação de marcas, os produtos são adaptados e transformados. Um exemplo é o uísque de marcas famosas adulteradas, que na Fábrica Social de Gastronomia do ITI, são convertidas em geleias com a fermentação da bebida alcoólica. No Instituto, esse processo é realizado pelo projeto “Transformar”, que na data do evento da Receita Federal ganhou sede própria. Também foram realizadas visitas técnicas aos setores do ITI e uma aula na oficina de cerâmica utilitária.
“É uma delegação de várias cidades de nosso Estado, que vieram conhecer o Instituto ITI e o projeto ‘Transformar’, uma parceria com a Receita Federal através do termo de colaboração, onde transformamos as mercadorias falsificadas e apreendidas em uma destinação social. Muitos destes oficiais vieram conhecer nossa atuação. É um prazer enorme receber esse reconhecimento de uma entidade tão importante, que leva a sério nosso trabalho, trazendo reconhecimento que nem sempre temos aqui. É muito importante recebê-los e isso não tem preço”, celebrou Rodrigo Bernardi, presidente do Instituto ITI (clique aqui e assista). O evento somou aproximadamente 10h de networking.
“Destacar que vieram todas as áreas que decidem na Receita Federal em Minas Gerais: delegados, chefes de divisão e de serviço. Fizemos dinâmicas para incentivar algumas características de liderança e trabalho em equipe, o que chamamos de ‘Soft Skills’. O trabalho do Instituto serve de inspiração. Nós entendemos que o propósito deve guiar todas as nossas ações e o ITI é significado de consubstanciação de um bom propositivo, como o nosso principal parceiro não governamental, servindo como exemplo para outras parcerias. E trazemos essa experiência para iniciar as nossas conversas”, afirmou Mário Dehon, superintendente da Receita Federal no Estado (clique aqui e assista).
Na visita, dados foram apresentados, que podem ser levados a outras cidades. “A experiência é muito positiva para o Estado e o Brasil. Em Montes Claros, temos uma realidade diferente das demais regiões, por isso aprendemos e replicamos iniciativas como essas”, revelou o delegado da unidade do norte do Estado, Filipe Araújo Florêncio (clique aqui e assista). “Vai muito além daquilo que a gente esperava. Primeiro, não queríamos apenas descartar, e sim ter sustentabilidade ambiental. Mas o ITI foi além e transformou pela reciclagem e ressignificação em algo muito maior para pessoas em vulnerabilidade”, finaliza o superintendente-adjunto da Receita Federal, Wagner Bittencourt (clique aqui e assista).




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