
Dr. Alexandre Silva Pinto – Diretor técnico do HMC. Foto: FSFX
No Dia Mundial da Saúde, celebrado nesta terça-feira (7), o debate sobre o futuro da assistência ganha destaque diante dos avanços científicos e das transformações no setor. Em meio a esse cenário, instituições de referência têm demonstrado que tecnologia e humanização podem atuar de forma complementar, ampliando o acesso, aumentando a eficiência e garantindo mais segurança aos pacientes. No Hospital Márcio Cunha (HMC), em Ipatinga, unidade administrada pela Fundação São Francisco Xavier (FSFX), essa integração orienta a prática assistencial.
A instituição mantém investimentos contínuos em estrutura, qualificação de equipes e incorporação de tecnologias, com foco em ampliar a resolutividade do atendimento sem perder o cuidado centrado no paciente. Um exemplo recente ocorreu na última semana, quando a equipe de Cirurgia Vascular realizou um procedimento inédito no Leste de Minas para tratar um aneurisma de aorta abdominal. A intervenção foi conduzida integralmente pelo HMC, sem necessidade de suporte externo, o que representa um avanço na oferta de tratamentos de alta complexidade na região.

Paciente Enerio Herculano. Foto: FSFX
O caso envolvia um desafio clínico conhecido como “colo hostil”, caracterizado por uma angulação da aorta que dificulta a fixação da prótese. Para contornar a situação, os médicos Leonardo Augusto D’Ávila Gonçalves, Vinícius Vaz de Melo e Giselly Gomes Carvalho utilizaram a técnica de endoâncora, que permite a fixação interna da prótese na parede arterial, reduzindo o risco de deslocamentos e vazamentos. O procedimento evidencia não apenas a qualificação da equipe, mas também os investimentos em tecnologia que ampliam as possibilidades terapêuticas.
O paciente Enerio Herculano de Sousa, de 68 anos, destacou a agilidade no atendimento. “Em poucos dias, a cirurgia foi realizada e já havia previsão de alta. A equipe explicou todo o processo com clareza e transmitiu segurança”, afirmou a família. Para o diretor técnico do HMC, Alexandre Silva Pinto, a tecnologia é hoje um elemento essencial na assistência. “Ela proporciona mais precisão diagnóstica, segurança nos processos e agilidade na tomada de decisão. Quando integrada à estrutura e às equipes, passa a fazer parte do próprio cuidado”, explicou o gestor da unidade da FSFX.

Equipe cirurgia vascular. Foto: FSFX
O especialista ressalta que eficiência não significa perda de humanização. “Organizar fluxos, reduzir desperdícios e melhorar processos permite que o paciente seja atendido com mais rapidez e qualidade. Isso fortalece o cuidado centrado na pessoa”, afirmou. A formação das equipes também segue essa diretriz, aliando qualificação técnica à valorização da escuta e da comunicação com pacientes e familiares. O HMC usa a Inteligência Artificial (IA) em exames de ressonância magnética, que reduz o tempo de realização e melhora a qualidade das imagens,
A unidade ainda realiza procedimentos de alta complexidade, como a embolização hepática com microesferas. Investimentos em áreas estratégicas, como Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), bloco cirúrgico e diagnóstico por imagem, também ampliam a capacidade de resposta da instituição, especialmente em casos graves. A qualidade assistencial é monitorada por indicadores que avaliam segurança do paciente, efetividade clínica e experiência do usuário. Para a FSFX, mais do que incorporar novas tecnologias, o objetivo é garantir que a inovação resulte em benefícios.
Deixe um comentário