Tecnologia e monitoramento em tempo real permitem antecipar riscos e respostas às tempestades

Chuva Forte em Itabira no sábado (8)

Com o avanço dos eventos meteorológicos extremos, a atuação preventiva passou a ser um diferencial no setor elétrico. Em Minas Gerais, a Cemig conta com centro meteorológico próprio, equipado com sala de situação que conta com painéis de monitoramento em tempo real que utilizam ferramentas de monitoramento. Além disso, conta com o radar meteorológico localizado em Mateus Leme e a rede de detecção de raios, além de uma equipe de meteorologistas dedicados, permitindo o acompanhamento com mais precisão.

A estrutura possibilita a identificação antecipada de tempestades, incidência de raios, volumes de chuva e rajadas de vento, no planejamento das operações. A partir desses dados, mobilizam-se equipes, reposicionam-se recursos e reforçam-se estruturas. Com base nessas informações, são elaborados boletins, avisos e alertas meteorológicos, encaminhados aos centros de operação, que permitem a adoção de medidas focadas nas regiões mais impactadas, como a mobilização antecipada de equipes, com até quatro horas de antecedência.

“Durante o período chuvoso, quando os riscos à rede elétrica aumentam, esse monitoramento contínuo favorece uma atuação mais rápida e assertiva, reduzindo impactos e ampliando a segurança da operação. O sistema recebe informações de uma rede de satélites orbitais, que mapeiam, por meio de sensores térmicos, os focos de calor em todo o território mineiro. Esses dados são cruzados com as coordenadas georreferenciadas das linhas de distribuição e transmissão de alta tensão”, disse Ruany Maia, meteorologista da Cemig.

Essa integração tem se mostrado fundamental no cenário climático. Segundo dados consolidados do monitoramento meteorológico da Cemig, em 2025 a companhia emitiu 15,6 mil alertas meteorológicos com o objetivo de orientar as equipes de operação e manutenção em ações preventivas e de resposta a possíveis ocorrências na rede elétrica durante eventos severos. No mesmo ano, a meteorologia da empresa identificou mais de dois milhões de descargas atmosféricas, crescimento de cerca de 27,5% em relação ao ano anterior.

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