
Egle Humphreys. Foto: Phillipe Guimarães/PhillsBr
No setor de concessões de infraestrutura, historicamente ocupado por homens, agora dão protagonismo para as mulheres em posições estratégicas e assumindo papéis em diferentes áreas da empresa. Da gestão administrativa às frentes técnicas e operacionais da BR-381, elas mostram que liderança também se constrói com escuta, coragem e capacidade de decisão, abrindo caminho para que outras profissionais assumam protagonismo e impactem o setor.
Com mais de duas décadas de experiência no setor de concessões rodoviárias, Egle Humphreys, gerente da Concessionária de Rodovia que administra a BR-381, acompanha de perto os desafios e as transformações da área com um olhar genuíno. “Um dos desafios é encontrar pessoas que entendam naturalmente que homens podem ser liderados por mulheres, e que isso é absolutamente normal no mercado. A diversidade de pensamento fortalece as organizações”, explica.

Bruna Justi. Foto: Phillipe Guimarães/PhillsBr
Ao falar sobre o desenvolvimento de outras mulheres na empresa, Egle exalta a importância da sensibilidade. “A mulher ainda carrega muitas responsabilidades fora do trabalho, e o líder precisa entender o momento de cada profissional. A sensibilidade ajuda a equilibrar razão e emoção. Trabalho há mais de 20 anos no setor de concessões e muitas vezes precisei ficar longe da família. Foi um grande desafio conciliar o papel de mãe com as exigências da carreira”, expressa.
A evolução da presença feminina no setor de concessões é observada por Bruna Justi, gerente jurídica da Concessionária de Rodovia, que acumula 20 anos de trajetória profissional na área de infraestrutura e atualmente lidera uma equipe de oito pessoas. “Quando comecei, o cenário era muito diferente. Hoje, vemos mulheres nas concessões, nas obras de engenharia e até na pista. Temos plena capacidade de ocupar qualquer espaço”, considera a profissional do direito.

Danielle Vida. Foto: Phillipe Guimarães/PhillsBr
“Precisamos nos posicionar e deixar claro que determinadas condutas não são adequadas. Isso contribui para uma convivência mais respeitosa. As mulheres conseguem administrar várias frentes, mudar o foco com rapidez e manter eficiência. Isso nos coloca em um patamar altamente competitivo. Procuro entender o momento de cada pessoa da equipe. Liderar também é compreender o contexto humano por trás dos resultados”, garante Bruna Justi.
“Muitas vezes existem crenças sobre uma mulher no trabalho. E há também a múltipla jornada. Ouvir com atenção, sem julgamento, fortalece as relações profissionais, reduz conflitos e cria um ambiente de confiança. Essa mesma postura também orienta sua forma de incentivar outras mulheres. Acredito na aproximação, no diálogo e no compartilhamento de experiências”, a diretora administrativo-financeira de grupo empresarial que administra concessões de rodovias no Brasil, Danielle Vida.



Deixe um comentário