Itabira: Ministério Público alinha direitos com comunidades impactadas pelo Sistema Pontal

Foto: ATI/FIP

Nesta quinta-feira (5), representantes do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) visitam os territórios atingidos pelas obras de descaracterização e descomissionamento do Sistema Pontal, realizadas pela mineradora Vale. A atividade atende aos pedidos dos moradores dos bairros: Bela Vista, Nova Vista, Jardim das Oliveiras e Praia. A ideia é oportunizar a possibilidade de sanarem dúvidas e relatarem vivências.

Foto: ATI/FIP

A promotora Giuliana Talamoni Fonoff e o analista técnico do Centro de Apoio Operacional e Coordenadoria de Inclusão e Mobilização Sociais (CAO-Cimos), Jonas Vaz, vão percorrer diferentes territórios. Eles serão acompanhados pelos membros da Comissão de Atingidos do Sistema Pontal, que se movimentaram para o encontro acontecer, e pela equipe da Assessoria Técnica Independente da Fundação Israel Pinheiro (ATI/FIP).

Promotora Giuliana Talamoni Fonoff. Foto: Arquivo

“Essa visita é muito importante para estreitar os laços de confiança, bem como para que as pessoas atingidas possam apresentar suas questões, tirar dúvidas e entender melhor sobre o processo em curso. Também é importante, porque é uma possibilidade de o Ministério Público conhecer o território na sua forma viva e narrada pelas pessoas que o vivenciam”, destaca Lilian Santos, coordenadora geral da ATI/FIP.

Foto: ATI/FIP

A programação se estende até a noite, quando acontece uma reunião aberta ao público, no bairro Bela Vista, às 18h30 na sede da ATI/FIP (rua Joaquim Valadares, 640). Nesta oportunidade, os representantes do MPMG poderão ouvir relatos sobre os danos causados pelas obras de descaracterização do Sistema Pontal e tirar dúvidas sobre a Ação Civil Pública.

Foto: ATI/FIP

O MPMG promoveu a Ação Civil Pública visando a reparação integral das pessoas atingidas desses quatro bairros mais impactados pelas atividades da empresa. Essa não é a primeira vez que o MPMG visita as comunidades atingidas. Em dezembro de 2024, a promotora também teve a oportunidade de conversar com os moradores. Na época, ela comentou que esse tipo de encontro é essencial para ouvir a voz da população.

Foto: ATI/FIP

“A gente acompanha tudo o que eles estão passando por meio dos relatórios e notas técnicas da Assessoria Técnica Independente da Fundação Israel Pinheiro. Porém, quando ouvimos as pessoas expressarem seus sentimentos, conseguimos entender melhor toda a sua vivência. Apesar de esses encontros não acontecerem sempre, eu os entendo como muito importantes”, explicou Giuliana Fonoff, em 2024.

Esclarecimentos da representante do MPMG Giuliana Talamoni Fonoff. Foto: ATI/FIP

“A Ação Civil Pública foi pautada na proteção do meio ambiente e na garantia dos interesses difusos e coletivos estabelecidos pela Constituição da República Federativa do Brasil. O fortalecimento dos laços institucionais do MPMG junto às comunidades apresenta-se como um momento de acolhimento, com base na escuta ativa, para que as pessoas atingidas vislumbrem a efetividade da reparação integral”, conclui Lilian Santos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *