FSFX: rastreamento do câncer de intestino e mudança de hábitos podem reduzir casos

Médico Rodrigo Lovatti (. Foto: FSFX

O mês de março chega com um alerta importante para a saúde da população e convida à reflexão sobre um tema que, apesar de comum, ainda é cercado por desinformação e medo: o câncer de cólon e reto, também conhecido como colorretal/intestino. Considerado um dos tumores mais frequentes no país, a doença apresenta altas chances de prevenção e cura quando identificada precocemente, o que reforça a importância da adoção de hábitos saudáveis e da realização de exames de rotina.

A doença se desenvolve no intestino grosso e pode surgir em qualquer parte do cólon ou do reto. O tipo adenocarcinoma corresponde a mais de 90% dos casos diagnosticados. O gastroenterologista, hepatologista e endoscopista, coordenador do Serviço de Gastroenterologia do Hospital Márcio Cunha (HMC), da Fundação São Francisco Xavier (FSFX), Dr. Rodrigo Lovatti, explica que o câncer de intestino costuma evoluir de forma lenta e silenciosa, dificultando o reconhecimento da doença nas fases iniciais.

Imagem ilustrativa gerada por Inteligência Artificial

“O câncer pode não apresentar sintomas no começo, o que reforça a importância dos exames preventivos. Existem sinais de alarme aos quais as pessoas devem ficar atentas, como sangue nas fezes, mudança do hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre), dores ou desconforto abdominal frequente, perda de peso sem explicação, cansaço excessivo e anemia. A doença não surge diretamente como câncer. Segundo especialistas, ele começa como um pequeno pólipo, semelhante a uma verruga”, ressalta o profissional da FSFX.

“Se um parente recebeu diagnóstico aos 50 anos, por exemplo, o rastreamento deve começar aos 40. Consumir mais frutas, verduras, legumes e grãos integrais, reduzir alimentos ultraprocessados, praticar atividade física regularmente, manter o peso adequado, não fumar, evitar o consumo excessivo de álcool e realizar exames preventivos no período correto são atitudes simples, mas extremamente eficazes. É o básico bem feito”, conclui o médico gastroenterologista, hepatologista e endoscopista.

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