
Unidade de Oncologia do HMC. Foto: FSFX
O Dia Mundial do Câncer foi celebrado nesta quarta-feira (4). Historicamente associada ao envelhecimento, vem apresentando mudanças no seu perfil e atingindo pessoas mais jovens. Outro dado que preocupa os especialistas é o crescimento dos diagnósticos em adultos com menos de 50 anos, realidade que vem sendo observada nas últimas décadas. Considerado um dos principais desafios de saúde pública, o câncer segue entre as maiores causas de mortalidade. O Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano no triênio 2026-2028, sendo destes estimados 518 mil casos. Entre os tipos mais incidentes: de pele (não melanoma), mama, próstata, cólon/reto, traqueia, brônquio/pulmão; e estômago. Segundo o oncologista clínico responsável técnico da Unidade de Oncologia do Hospital Márcio Cunha (HMC), administrado pela Fundação São Francisco Xavier (FSFX), Dr. Luciano Viana, o estilo de vida tem influência neste novo cenário.

Foto Arquivo: Divulgação/ABORL-CCF
“O recado é a gente se cuidar. Tanto a prevenção primária, evitando os fatores de risco, quanto a prevenção secundária, o qual é o diagnóstico precoce, são fundamentais. Ser jovem e manter hábitos saudáveis fortalece a saúde e reduz as chances de enfrentar a doença. Hoje temos uma estrutura que permite oferecer ao paciente, mesmo diante de diagnósticos agressivos, a possibilidade de vencer o câncer, mas é essencial não deixar para adotar esses cuidados apenas mais tarde. A alimentação rica em produtos ultraprocessados, com excesso de açúcar e substâncias químicas, tem contribuído muito para esse aumento. Além disso, observamos também a facilidade no acesso ao uso de hormônios e anabolizantes, muitas vezes sem indicação médica, o que pode trazer consequências importantes para o organismo, inclusive o desenvolvimento de tumores, especialmente os relacionados ao fígado”, destaca o especialista da FSFX.

Oncologista Luciano Viana. Foto: FSFX
Tumores de mama, intestino e fígado têm apresentado crescimento nos jovens. “O câncer de intestino, por exemplo, é um dos que mais tem apresentado mudança no perfil epidemiológico e, inclusive, levou à revisão das orientações para exames de rastreamento. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as chances de cura. Por isso, é fundamental que as pessoas valorizem os sinais do próprio corpo e busquem avaliação médica quando perceberem algo diferente. Salvamos vidas quando somamos a mudança de hábitos ao diagnóstico precoce. Evitar o tabagismo, reduzir o consumo de bebidas alcoólicas, praticar atividade física regularmente e manter o peso adequado são atitudes que fazem diferença. Também é importante lembrar do excesso na exposição solar, com o uso de protetor e evitar horários de maior intensidade dos raios ultravioleta”, reforça o médico oncologista clínico da FSFX.

Larissa Silva Carneiro de Lima. Foto: FSFX
A história da técnica de segurança do trabalho Larissa Silva Carneiro de Lima, de Ipatinga, mostra que o câncer não escolhe idade. Ela descobriu um câncer de mama aos 23 anos, durante o período em que amamentava sua filha. “A minha maior motivação foram minhas filhas. Receber o diagnóstico foi muito difícil, mas a minha força veio delas. A única coisa que eu pensava era na cura, para poder cuidar delas. Graças a Deus, deu tudo certo. O câncer não tem cara e não tem idade. Está cada vez mais comum em pessoas jovens. Por isso, é fundamental se cuidar, praticar atividade física, manter uma alimentação saudável e realizar os exames de rotina”, reforça a paciente. Com os avanços da medicina, as chances de cura aumentam significativamente quando o câncer é identificado nas fases iniciais, reforçando a importância do autocuidado e da adoção de hábitos saudáveis ao longo de toda a vida.



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