SAVI encerra projeto “Se é Ambiente, Estou no Meio”, homenageando parceiros

Jean Charles Cunha e Amarildo Milânio

A Sociedade Ambiente Vivo Itabira (SAVI) realizou na terça-feira (18) no Real Campestre Clube, cerimônia de encerramento do projeto: “Se é Ambiente, Estou no Meio”, que realizou dezenas de atividades de conscientização em Itabira, incluindo o distrito de Ipoema, e mais seis cidades da região. Na ocasião, os parceiros foram homenageados pela diretoria da Organização Não Governamental (ONG), que completou 20 anos de atuação. Um vídeo institucional apresentado no evento demonstrou as inúmeras plataformas de levar conhecimento ambiental junto à população, principalmente os estudantes, ferramentas de propagação.

Nova logomarca da SAVI

“A única palavra nesse momento é agradecimento. Foram meses para a execução deste projeto, mesmo em meio a alguns contratempos. Conseguimos atingir o objetivo que é levar a educação ambiental, através do lúdico, em sete cidades diferentes, incluindo o distrito de Itabira. Estamos gratos pela receptividade dos secretários municipais, professores e diretores das escolas, mas principalmente dos alunos que abraçaram as aulas. Estamos plantando essa sementinha, e em breve vamos colher. Temos mais quatro projetos em andamento”, disse Jean Charles Cunha, presidente da SAVI, em entrevista para a rádio Itabira.

Presidente da SAVI durante a solenidade

A gestão da SAVI também apresentou a nova logomarca, que, de forma moderna, mostrou o objetivo da ONG, o de promover educação ambiental inclusiva. Para o presidente Jean Charles Cunha, a inovação será contínua. Em breve, uma segunda etapa do projeto “Ambiente Vivo” será apresentada, com formas de reaproveitamento de materiais que seriam dispensados na natureza. Um exemplo é o de transformar embalagens pets, em brinquedos, ou a confecção de colchão ecológico. Para, no futuro próximo, em camisas, que podem ser até usadas como uniformes escolares.

Apresentação do vídeo institucional

“A promotoria escolhe entre os projetos aprovados e analisados para destinação de valores, após análise da viabilidade e regras de prestação de contas, pela plataforma Sementes”, afirma a promotora de justiça de Meio Ambiente Giuliana Talamoni Fonoff. Membros desta ferramenta explicaram como atuam. “Somos um banco de projetos do Ministério Público, por meio dele, instituições submetem o projeto para avaliação”, destaca o supervisor técnico, Thiago Souza. “A gente dá segurança jurídica, e da mesma forma, acompanhamos metas e indicadores propostos”, completa a analista técnica, Maria Clara Ribeiro.

Parceiros homenageados

Legado

História da ONG: os gestores recordaram o desafio ecológico da garrafa pet, para transformá-las em sacolas retornáveis. Atualmente, o projeto é tornar o material plástico em têxtil. Para tal, a proporção é retirar 20 embalagens da natureza para cada item de vestuário. No passado, as escolas arrecadaram dez mil garrafas pets em apenas dois meses, para as instituições de ensino receberem computador e impressora, como formas de incentivo. Uma escola de Passabém pediu ventiladores, que eram mais necessários para o conforto dos alunos na época. Uma criança apenas conseguiu arrecadar mais de 2500 pets.

Encerramento do evento

A meta é promover proteção nas matas e cultivar mudas nos leitos dos cursos d’água. O planejamento é instalar uma usina de beneficiamento de pet em Itabira. No passado, outros projetos foram bem sucedidos, como o “Mãe D’Água”, para revitalizar nascentes. O trabalho vem de longa data, sendo que ao longo dos 20 anos da SAVI, o manancial “Pureza” já pedia socorro. A instituição também já teve mais de 20 funcionários em viveiro ecológico de doação de mudas. Esse projeto poderá ser retomado com uma área de seis mil metros quadrados que será doada à SAVI.

Amarildo Milânio

Na conclusão da cerimônia de encerramento, participaram representantes de todas as cidades que receberam as atividades ecológicas, promovendo a educação ambiental como pilar de desenvolvimento humano. Em breve será lançado um videodocumentário com detalhes das apresentações culturais com a peça teatral “Se é Ambiente estou no Meio”, por meio de recursos da plataforma “Sementes” do Ministério Público. “A cereja do bolo foi a participação das crianças. Que são multiplicadoras da educação ambiental”, disse o diretor financeiro Amarildo Milânio.

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