
Crédito: Cemig/Divulgação
No início do ano, as chuvas frequentes em Minas Gerais costumam gerar preocupação entre as populações ribeirinhas devido ao risco de transbordamento de cursos d’água. No entanto, esse período também é fundamental para recuperar os níveis dos reservatórios das hidrelétricas, que representam a principal fonte de geração de eletricidade no país. Atenta à segurança da população e comprometida com a transparência de suas operações, a Cemig explica o funcionamento de seus reservatórios e a importância de cada tipo durante os períodos de grande volume de chuvas.
Atualmente, a Cemig opera 37 usinas hidrelétricas. “Temos dois tipos de reservatórios: o de acumulação e o a fio d’água. Existem grandes diferenças entre eles, e é exatamente essa diferença que precisa ser conhecida pela população. As pessoas devem ter conhecimento de qual tipo são as usinas que estão mais próximas e como a empresa trabalha para que as unidades possam ser úteis em situações de grandes volumes de água de chuva neste período”, explica Diogo Carneiro, engenheiro de Planejamento Hidroenergético da Cemig.
Nas usinas a fio d’água a vazão liberada pelo reservatório é praticamente equivalente à vazão recebida, o que significa que essas usinas não têm capacidade para armazenar água por longos períodos. Em épocas de chuvas intensas, quando há grande volume de água chegando à usina, o reservatório a fio d´água precisa repassar imediatamente toda a vazão recebida, pois não há espaço para armazenamento. A maioria das usinas operadas pela Cemig segue esse modelo, que tem sido privilegiado pela legislação brasileira devido à redução do impacto ambiental.
As usinas com reservatório de acumulação possuem capacidades significativas para armazenar água. Esses reservatórios atuam como verdadeiras caixas d’água, captando os volumes excedentes durante o período chuvoso e liberando a água de forma gradual e controlada. Esse sistema funciona como um escudo natural contra enchentes, protegendo as cidades localizadas abaixo da barragem. Além disso, o armazenamento realizado nesses reservatórios garante água para consumo humano, irrigação, navegação e geração de energia durante a estiagem.
Quando isso acontece, a Cemig comunica prontamente as autoridades competentes, como a Defesa Civil, para que medidas preventivas sejam adotadas e a população das áreas de risco seja avisada com antecedência. “É importante esclarecer que não é a abertura das comportas que causa a cheia dos rios, mas sim a abundância de água que chega à usina. Reservatórios de grande porte podem amortecer o impacto, mas, em usinas fio d’água, a regularização da vazão é limitada, o volume que entra, sai”, detalha Diogo Carneiro.
As informações sobre os níveis e vazões dos principais reservatórios são acompanhadas pelo aplicativo Prox (iOS e Android) plataforma desenvolvida para garantir transparência e comunicação eficaz com as populações influenciadas pelos níveis dos rios. “A Cemig possui uma comunicação constante e direta com a Defesa Civil. Caso haja algum alerta, as autoridades são comunicadas imediatamente. A empresa atua utilizando as tecnologias disponíveis e trabalhando em parceria com a Defesa Civil para minimizar os impactos das chuvas”, completa o engenheiro.
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