
Gislaine Engelmann. Foto: Divulgação
Nesta quarta-feira (16) se celebra o Dia Mundial da Alimentação, data que convida a refletir sobre um dos direitos humanos mais fundamentais: o direito à alimentação. O tema central, neste ano, é “Direito aos alimentos para uma vida e um futuro melhores”, enfatizando a importância de garantir que todos tenham acesso a alimentos nutritivos e suficientes, essenciais para a saúde e o desenvolvimento. Os quatro pilares que orientam as discussões neste dia são: melhor nutrição, melhor produção, melhor ambiente e melhor qualidade de vida, afirma Gislaine Engelmann, nutricionista clínica.
Melhor nutrição
A nutrição adequada é vital para o nosso bem-estar. Estudos mostram que uma dieta equilibrada, rica em frutas, verduras, grãos integrais, proteínas magras e gorduras saudáveis, está diretamente ligada à prevenção de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. No entanto, muitas pessoas ainda enfrentam a insegurança alimentar, ou seja, a falta de acesso a alimentos suficientes e nutritivos. Isso pode ser consequência de fatores econômicos, sociais e ambientais. É fundamental que políticas públicas e iniciativas sociais para garantir que todos tenham alimentação de qualidade.
Melhor produção
A forma como produzimos alimentos também impacta diretamente nossa saúde e o meio ambiente. A agricultura sustentável e práticas de cultivo responsáveis são essenciais para garantir que as futuras gerações possam desfrutar de uma alimentação saudável. Isso envolve desde a escolha de técnicas que preservem o solo e a água até a promoção da biodiversidade. O desperdício é uma questão crítica. Cerca de um terço dos alimentos produzidos globalmente é perdido ou desperdiçado. Reduzir esse desperdício é uma ação necessária para melhorar a eficiência da produção.
Melhor ambiente
A relação entre alimentação e meio ambiente é inegável. O impacto da produção de alimentos no aquecimento global e na degradação ambiental exige uma reflexão sobre nossos hábitos alimentares. Optar por alimentos locais e da estação, além de reduzir o consumo de produtos de origem animal, pode ajudar a minimizar essa pegada ecológica. A agroecologia e a permacultura são exemplos de práticas que promovem a saúde do solo e a biodiversidade, criando um ciclo sustentável que beneficia tanto os produtores quanto os consumidores.
Melhor qualidade de vida
Por fim, a qualidade de vida está intrinsecamente ligada à nutrição e à segurança alimentar. A alimentação não é apenas uma necessidade biológica, mas também uma experiência cultural e social. Promover uma alimentação saudável pode melhorar não só a saúde física, mas também o bem-estar emocional e social. Atividades comunitárias que incentivam a agricultura urbana, como hortas comunitárias, são exemplos de como podemos unir as pessoas em torno do acesso a alimentos frescos e nutritivos, garantido melhor qualidade de vida.
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