
Depressão. Foto: Freepik
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 970 milhões de pessoas no mundo padecem de algum transtorno mental, sendo a depressão e a ansiedade os mais comuns. O Brasil lidera as estatísticas na América Latina, com mais de 11 milhões de brasileiros que convivem com a depressão, é o que aponta a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). A depressão é uma luta silenciosa e muitas vezes invisível, que afeta pessoas de diversas idades e contextos sociais. Falar sobre ela ainda é um tabu em muitas sociedades, mas a partilha de histórias de superação pode ser uma virada para as pessoas que se encontram nessa situação.
Para a mineira “Carolina”, de 33 anos, a depressão severa durou muitos anos. “Foram 10 longos anos lutando com a depressão. A dor psicológica que eu sentia era pior que qualquer dor física. A maior parte do meu tempo era com pensamentos suicidas. O que me mantinha viva era saber que eu tinha uma filha, que hoje está com 11 anos. Eu já tinha desistido de procurar ajuda médica e de tomar medicamentos, pois durante esses 10 anos, não sentia nenhuma melhora. Um certo dia, meu marido chegou em casa me dizendo que tinha marcado uma consulta médica em uma clínica de Belo Horizonte,” narrou a paciente.
Segundo o médico Newton Teixeira Franco, o uso da cetamina no tratamento da depressão, tem sido objeto de interesse. “A cetamina é um anestésico que, nas últimas décadas, chamou atenção de diversos profissionais, devido ao seu potencial efeito antidepressivo e antissuicida. A depressão e a ideação suicida, por exemplo, significam um problema de saúde pública em escala global. O tratamento convencional, com terapias e antidepressivos é eficaz para muitos pacientes, mas para uma grande parcela não responde adequadamente. Para aqueles pacientes em crise, essa espera pode ser perigosa”, alerta o anestesista.
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