Abastecimento hídrico, e tratamento sanitário com fossas sépticas em Córrego dos Macacos

Hidrômetro do Saae. Foto: Filipe Augusto/PMI

A comunidade de Córrego dos Macacos, no distrito de Ipoema, passou 20 anos sem água tratada para consumo humano. No último sábado (20), a Prefeitura de Itabira através do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), inaugurou as obras de abastecimento hídrico, e tratamento de esgoto para saneamento básico, através da instalação de fotos sépticas, impactando positivamente a qualidade de vida para quase 30 famílias.

Foto: Filipe Augusto/PMI

“Antes eu abria a torneira e só saia um pouquinho de água amarelada. Agora está muito melhor, totalmente diferente, a qualidade da água que chega na torneira”, disse Nívea Conceição, moradora da comunidade. “É muito bom a gente ver as pessoas sendo atendidas, e poder ofertar dignidade à população do campo”, ressaltou o diretor-presidente do Saae, Carlos Carmelo Torres Moreira “Cac”, durante o evento.

Dispositivo de bombeamento. Foto: Filipe Augusto/PMI

“Os moradores dessa comunidade me disseram que buscavam água longe, na cabaça, era um sofrimento enorme. O Saae e a Prefeitura fizeram esse investimento, que se estende a várias comunidades rurais que sofrem com a falta de água. E agora entregamos para a comunidade um poço artesiano que oferece água limpa, água pura, gerando mais qualidade de vida para essas famílias”, disse o prefeito Marco Antônio Lage.

Foto: Filipe Augusto/PMI

As obras, realizadas ao longo de 2023, e entregues em janeiro deste ano, contemplam a perfuração de poço artesiano, a instalação da infraestrutura para bombeamento da água, a construção de 3,3 km de redes e ramais para distribuição de abastecimento hídrico, implantação de reservatórios com capacidade de 20 m³ de água, e a instalação de 19 fossas biodigestoras. “Compromisso feito, é compromisso cumprido! Comemorou o prefeito.

Foto: Filipe Augusto/PMI

Antes das obras os moradores tinham a cisterna como a principal fonte de abastecimento. A destinação de efluentes era feita, em sua maioria, por fossas negras: escavação realizada sem revestimento, tampouco tratamento, onde os dejetos eram despejados e entravam em contato direto com o solo. O que causava preocupação devido à possibilidade de contaminação ambiental, inclusive em cursos d’água.

Foto: Filipe Augusto/PMI

Itabira possui mais de 100 comunidades rurais, das quais 76 tiveram diagnóstico ambiental realizado a partir de visitas técnicas do Saae. O mapeamento faz parte do projeto “Desenvolvendo Comunidades”, uma das ações do “Programa Viver Melhor no Campo”. As comunidades atendidas foram baseadas em estudo, considerando análise de captação, tratamento e distribuição de água; tratamento e a destinação do esgoto.

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