“Não observamos explosão de internação por covid-19 em Itabira”, afirma infectologista do HNSD

Foto: Arquivo

Os casos de coronavírus voltaram a ter registro de crescimento no país, mas a situação ainda está sobre controle. Itabira vive essa realidade. “Até o momento não observamos uma explosão de casos de internação. Seja de casos moderados a graves ou casos críticos, que são aqueles que levam o paciente à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que é a síndrome respiratória aguda grave,” apontou Marcello Fontana, médico infectologista e responsável pelo Controle de Infecção do Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD).

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“O que estamos observando em Minas Gerais é um aumento dos casos, principalmente quanto às formas leves e leves a moderadas, um reflexo da não vacinação e do relaxamento das medidas de isolamento social pós-pandemia. O Estado informou que está tendo aumento dos casos da covid-19, que já repercute até nas internações hospitalares. E, apesar de ser um aumento leve, precisamos considerar os casos que evoluem para síndrome respiratória aguda grave, que pode ser potencialmente fatal,” acrescenta o especialista.

Marcelo Fontana. Foto: Ascom/HNSD

“No momento, a grande maioria dos casos em Minas Gerais, reitero, são de formas leves e com tratamento ambulatorial. Mas nunca podemos esquecer o risco de pacientes com formas leves poderem contaminar as populações de risco para formas graves da doença. Dessa forma, mais do que nunca vemos a importância de toda a população completar seu esquema vacinal para covid-19 nos postos de saúde. A vacinação para mim é o que permitiu a situação que nós estamos vivendo hoje, de controle da doença,” avalia o infectologista.

Fonte: Fabio Marchetto

“A vacina bivalente, versão mais atualizada do combate à covid-19, está indicada para todas as pessoas acima de 18 anos de idade, na forma de reforço. Ela deve ser aplicada a partir de quatro meses da última dose do esquema inicial de vacinação. A vacina bivalente garante maior proteção para variante ômicron da covid-19, que fez muitos estragos no último ano. Sugiro que as pessoas peguem o seu cartão, sua identidade e se dirijam ao posto de saúde onde será verificado e atualizado o calendário de vacina,” disse Dr. Marcelo.

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