Em setembro de 2023, foram registrados 136 pedidos de recuperações judiciais por empresas brasileiras, um crescimento de 94,3% em comparação com o mesmo período do ano passado e de 0,7% em relação ao mês anterior. Os dados, que são do Indicador de Falências e Recuperação Judicial da Serasa Experian, mostram que o total foi o maior número do ano. “Os pedidos de recuperação judicial são consequência do aumento de empresas que acumularam um volume expressivo de dívidas em atraso, chegando à iminência da insolvência. Para as empresas que desejam evitar essa situação, é importante buscar a reestruturação financeira o mais cedo possível. Isso envolve negociações com os credores para lidar com as dívidas e a implementação de estratégias para aumentar a receita e cumprir com os compromissos financeiros”, explica o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi.
Segundo o levantamento do Serasa Experian, “micro e pequenas” empresas lideraram os pedidos (88), seguido das “médias” (33) e “grandes” companhias (15). Os negócios do setor de “Serviços” foram os responsáveis pelo maior volume das requisições. “Comércio” ficou em segundo lugar e, em sequência, estavam “Indústria” e o setor “Primário”. Pelo segundo mês consecutivo, os pedidos de falências apresentaram uma significativa redução, com 72 casos registrados em setembro em comparação aos 103 de agosto. No entanto, em uma análise anual, houve aumento de 24,1%. As “micro e pequenas” empresas lideraram em número de requerimentos em setembro (47), seguidas pelas “médias”, (13) e pelas grandes (12). Em relação aos setores, o segmento de “Serviços” teve a maior demanda (25), seguido por “Indústria” (24) e “Comércio” (23). O segmento “Primário” não apresentou nenhum pedido.
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